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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O poder de construção e destruição da auto estima para o empreendedor

Por quê não ganhamos mais dinheiro? Por quê não servimos melhor? Por quê continuamos a olhar para os outros fazendo comparações? Por quê não aceitamos os outros como eles são? Por quê iniciamos tantas frases com “por quê”? A resposta superficial está na auto estima que carregamos. É ela quem define o quanto ganhamos, a forma que servimos, a maneira de olhar os outros e também os nossos julgamentos, do mundo e de nós mesmos. Porém, esta questão, quando encarada de forma mais profunda, nos faz perceber que são outros elementos que provocam este desequilíbrio na nossa auto estima. Vamos conhecê-los.
O MEDO E A CULPA REGEM AS NOSSAS VIDAS
Você já se deu conta de que vivemos com medo do futuro e culpa pelo passado? Por vezes deixamos passar uma boa oportunidade porque ficamos com medo de que não dê certo, e por causa desse medo o que íamos fazer já não dá certo mesmo, uma vez que não nos demos a chance de seguir em frente. Da mesma forma que temos medo do que irá acontecer, carregamos culpa pelo que fizemos no passando olhando a nossa vida sempre pelo retrovisor e não pelo pára-brisa. Estamos indo pra frente, mas com um medo terrível de acelerar e uma culpa dolorosa por aquilo que deixamos para trás. Isso traz complicações para a nossa vida amorosa, nossos relacionamentos profissionais e até mesmo para o quanto de dinheiro que vamos pedir ao mundo em troca do trabalho que realizamos.
AS QUEDAS SÃO SEMPRE DOLOROSAS
Quando eu era pequeno, caí inúmeras vezes. Certa vez fui subir em um tanque de lavar roupas daqueles antigos, que não eram fixados na parede, e eu caí no chão com o tanque em cima do meu peito ficando ali até que meus pais viessem me acudir. Noutra vez, brincando de cavalinho com barbantes, cordas e um pedaço de cabo de vassoura, caí feito um poste de cara no chão e fiquei com o rosto todo ensanguentado e cheio de marcas dessa queda por um longo tempo. E ainda teve uma vez que eu realmente pensei que era o Super Homem e subi no parapeito da janela da casa da minha vó e fui, mais uma vez, de cara no chão. As quedas em si, não me incomodavam. O que me incomodava mesmo é ver a cara de desespero, desânimo e desaprovação dos meus pais. Isso não era nada legal.
Com tantos traumas de queda que sofri na infância, carreguei em mim durante algum tempo, a culpa de já ter errado tantas vezes e dado desgosto aos meus pais que toda as vezes que pensava em fazer algo diferente sentia medo de ir em frente para não causar mais problemas aos meus pais. E ainda, toda vez que eu tentava algo diferente e aquilo dava errado, ouvia dentro da minha própria cabeça a voz deles dizendo o quanto eu era um mau filho. Este estudo terapêutico me levou a algumas conclusões.
A primeira delas é a de que para ser empreendedor, precisamos ter auto-estima suficiente para nos sustentarmos no presente sobre os nossos próprios pés sem esperar aprovação ou desaprovação das outras pessoas. Além disso, não ter inimigos dentro da sua cabeça, faz com que você se desapegue dos monstros e, por conseguinte, avalie melhor o seu trabalho ao mesmo tempo em que ele é avaliado pelos outros. E por último, que auto-estima não é se valorizar, mas é pura e simplesmente se amar da maneira que é aceitando todo o seu passado e também o seu futuro, agindo sempre no presente sem pensar se Fulano ou Ciclana estão gostando daquilo que você está fazendo. É se tornar importante para si mesmo e não para os outros.
COMO EQUILIBRAR A SUA AUTO-ESTIMA
Primeiro você deve admitir que as suas ações são resultado dos seus pensamentos, que as suas ações constroem seus hábitos e que estes hábitos construíram a personalidade que você tem. Com isto posto, podemos verificar que as más programações da nossa personalidade estão embutidas dentro do nosso pensamento. Ou seja, se mudarmos o pensamento, mudaremos nossas ações que mudarão nossos hábitos que mudarão a nossa personalidade. Se continuamos com pensamentos que desaprovam nossos passos, certamente, nossa personalidade futura será tão ruim ou pior que a que temos hoje. Como mudar então?
Três coisas são necessárias para equilibrar a auto-estima: compreensão, imaginação e repetição. Primeiro, você deve compreender de forma terapêutica seus traumas, assim como eu relatei acima meus traumas de quedas na infância. Compreenda, por exemplo, que se não pode se sentir culpado pelas bobagens que fez na infância, porque então se sentir culpado também pelas bobagens que fez há cinco anos ou um dia atrás. Ontem eu era mais infantil que hoje. Seja ontem, dia 09 de novembro de 2012 ou ontem 20 de abril de 1979. Compreender isso é avançar para o equilíbrio.
A segunda coisa a fazer é imaginar o seu futuro da maneira como você deseja observando se durante esta visualização existe alguma culpa ou medo sendo carregado. Em exercícios de meditação, onde nos dispomos a ficar parados, serenos e calmos respirando, temos uma ótima oportunidade de visualizarmos cenários de vida para nós e observarmos como o nosso íntimo se comporta. Se você quer trabalhar de casa e ter uma vida tranquila e confortável, porque não imaginá-la desta forma ao invés de uma vida sofrida e cheia de desespero e dor? Perceba que tudo o que nós, seres humanos, criamos é fruto da nossa imaginação. Quando você pensa em criar uma empresa, você está imaginando ela. Depois vem a parte terrena da atividade que é a de fazer o contrato social, tirar o alvará e finalmente colocá-la em funcionamento. Tendo atenção a sua imaginação, você controla as coisas que seus olhos enxergam na sua frente.
Por último está a repetição. A repetição de pensamos bons para você, faz com que o padrão de atividade das sinapses do seu cérebro seja algo relaxante e motivador, enquanto pensamentos ruins para você, fazem com que seu cérebro trabalhe estressado, desmotivado a enxergar o que existe na frente dos olhos para se preocupar com o que foi feito no passado ou com o que está por vir no futuro. A dica aqui, é repetir para si mesmo frases de motivação, cercar-se de pessoas que pensam de forma positiva, alinhar-se com assuntos que são prazerosos e repetir todos esses movimentos até que você se torne alguém positivo.
O poder da auto-estima é essencial para o empreendedor. E ela tanto pode lhe destruir como também construir o seu império.
 
Fonte: Insistimento

Empreendedor tem licença pra errar, mas não tem licença para se abalar

Imagine que você é dono de uma papelaria e alguém que precisa de um caderno entra te perguntando o preço do caderno que ele precisa. Você passa para ele o preço, o cliente acha injusto e sai da sua papelaria criticando a sua empresa. Outro cliente, que também precisa de um caderno, entra na sua papelaria no mesmo dia, momentos depois do primeiro cliente ter entrado, te pergunta o preço do caderno que ele precisa e sai de lá com o caderno numa sacola após ter pago o preço que você o havia informado, satisfeito com o produto que comprou e o serviço que recebeu. É natural que um negócio, qualquer que seja ele, tenha uma taxa de rejeição. Porém, como nós, empreendedores, devemos lidar com a situação exposta acima e tantas outras negativas que acontecem no nosso dia a dia, de modo a não nos abalarmos mais no exercício do nosso propósito de empreender? É isto que trago no artigo de hoje: questionamentos acerca do nosso desempenho enquanto empreendedores lidando com feedbacks negativos de clientes.
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Quanto mais responsabilidades, mais risco

Enquanto eu não dirigia um carro, não corria o risco de matar alguém atropelado. Enquanto eu não trabalhava por conta própria, não corria o risco de passar um mês inteiro sem dinheiro. Enquanto eu não sabia o que era contratar funcionários, não corria o risco de ver meus projetos e minhas palavras afundarem por conta da falta de responsabilidade deles. Somente hoje eu corro o risco de matar alguém atropelado, passar o mês no vermelho ou deixar de entregar algo que eu prometi. É incrível como uma falha no nosso currículo coloca em risco tudo de bom que fizemos na nossa vida profissional. Você já parou para pensar que quando algo dá errado na sua vida, tudo que você tinha feito de bom parece ter sumido dos olhos daqueles que lhe apontavam o dedo.

Colhemos o que plantamos

Todos nós já sabemos que nós colhemos o que plantamos, mas pouca gente se questiona sobre o que está realmente sendo plantado. Hoje eu refleti um pouco sobre essa questão do colher o que se planta e concluí que existem situações onde o que disseram que você plantou não foi realmente o que você plantou. Relembrando o exemplo que abre este artigo, quando um dono de papelaria fixa o preço em um produto ele não está pensando em prejudicar essa ou aquela pessoa. Da mesma forma, quando ele abre o seu próprio negócio, ele também não espera favorecer de forma especial este ou aquele cliente. O empreendedor simplesmente vai lá e abre o seu negócio da melhor maneira como pode e, no percurso de desenvolver o seu negócio e fazê-lo crescer, inevitavelmente comete alguns erros. Todos os erros são nossa responsabilidade, mas só realmente colhemos aquilo que plantamos. Se algo não foi plantado por nós (ou pelo menos não enxergamos como tendo sido plantado por nós), então não podemos fazer a colheita.

Os erros precisam acabar

Está certo que cometemos vários erros ao longo das nossas vidas, no entanto é preciso dar um basta neles. Quando enxergamos que erramos podemos até ficar fulos da vida, mas a melhor resposta que podemos dar para os nossos próprios erros é dizer não para as próximas oportunidades de errar. Em já cometi diversos erros no gerenciamento das minhas empresas, sejam elas de que época forem. Do início da carreira até agora, cometi diversos erros, mas apesar de alguns clientes terem sido prejudicados, 95% deles ficaram satisfeitos com o trabalho que fiz. Olhar para os erros é uma das alternativas para se olhar a situação, mas pedir desculpas por esses erros e olhar pra frente não aceitando novas propostas naquele tipo de trabalho onde não se teve boa capacidade de gerenciamento, talvez seja o melhor que um empreendedor possa fazer pela sua carreira. Veja porque:
  1. Você dá toda a sua atenção aqueles 95% de clientes (ou de tipos de clientes) que aprovaram o seu trabalho.
  2. Você assume a sua incapacidade e se torna mais forte naquilo que já sabia fazer bem.
  3. Você permite que o mercado fique melhor deixando empresas boas atuarem naqueles 5% do mercado que você não atendia bem.
É importante lembrar que como em todas as relações da vida, umas pessoas saem machucadas, relações viram fumaça e que nós realmente iremos colher os erros que plantamos, mas não se pode ignorar o fato de que na estrada da vida, seja como empresários, empregados ou escravos, somos todos aprendizes uns dos outros. É importante olhar esta questão de erros e acertos desse modo porque não somos, de forma alguma, nem os algozes da humanidade e tampouco os salvadores da pátria. Vamos acordar porque nem eu ou você, somos a última “bolacha do pacote”.
Antes de sermos empreendedores, somos humanos e, como tais, temos licença para errar, mas não podemos nos abalar. Quem se abala, permanece preso a um passado que já foi, enquanto quem se desculpe e assume suas incapacidades olha pra frente procurando novas oportunidades para aprender.
 
Fonte: Insistimento

Dicas na hora sair do emprego e criar uma empresa ao mesmo tempo

Mais uma vez volto a questão de sair do emprego e criar uma empresa porque a maioria das pessoas que chegam até esse site vêm em busca disso. No entanto me motivei a escrever sobre esse tema no artigo de hoje porque há cinco anos era empregado e montei uma empresa enquanto trabalhava das nove da manhã às seis da tarde. Esta empresa que foi fechada recentemente deu origem a outra empresa aberta agora em fevereiro. Sendo assim, minha ideia aqui é expor ao mesmo tempo as estratégias que adotei para montar uma empresa enquanto trabalhava formalmente como empregado dentro de outra empresa, as falhas que cometi à frente da minha empresa anterior e como estou estruturando o meu novo modelo de negócio depois de ter aprendido novas regras com os meus fracassos. Vamos lá.

Monte a sua estrutura básica enquanto ainda está empregado

Contrate um contador e dê entrada na abertura da sua empresa e crie tanto o site como o modelo de negócio de como ela funcionará enquanto é empregado. Como você precisa de um sócio para abrir uma empresa, procure escolher um que esteja vivendo a mesma situação que você para não gerar aquela cobrança que existe entre sócios em relação a quem está fazendo mais pela empresa. Se você estiver começando sozinho e não tiver outra empresa aberta, pode optar também por se tornar um microempreendedor individual para começar o seu negócio. Tendo sido aberta a empresa, criado o modelo de negócio (como ele irá funcionar) e o site estando de pé, chega a hora da prospecção de clientes. Porém, antes de prospectar, verifique se o modelo de trabalho inserido dentro do seu modelo de negócio permite o desenvolvimento das suas atividades em paralelo ao seu emprego. Como as minhas empresas sempre foram ligados a área de tecnologia, eu sempre podia reservar três ou quatro horas do dia para trabalhar nele sem prejudicar o meu emprego. O ideal é que o seu modelo de negócio permita isso.

Prospecte clientes também enquanto ainda está empregado, mas preocupe-se com o conflito ético que existe nisso

Distribua cartões de visitas para os seus amigos. Mande e-mail para eles informando da abertura do seu novo negócio e prospecte clientes por e-mail ou telefone enquanto ainda está empregado. Se alguém agendar uma reunião contigo, faça a após o horário do expediente ou avise na empresa onde trabalha que em determinado horário de um determinado dia você irá se ausentar. Neste ponto existe um conflito ético que pode ser facilmente resolvido com bom senso. Se você ocupar um cargo na empresa onde trabalha que preste o mesmo serviço que a sua nova empresa irá prestar ou se você ocupa um cargo gerencial estratégico, é melhor conversar com o seu chefe. Mas se você é totalmente substituível e o seu trabalho poderia ser feito por qualquer um, você pode deixar claro para o seu chefe que está tocando um novo negócio ou então não precisa falar nada sobre isso, pois a sua saída eminente não prejudica o negócio do seu atual patrão.

Lembre-se que empresas são sustentadas por receitas recorrentes

Como todos os meses o seu aluguel, condomínio, conta de luz e água vencem, você precisa ter receita recorrente para manter a sua empresa rodando. Para isto faça uso de contratos de pagamento mensal. Sempre foque nisso. Um dos meus erros foi focar muito na venda de projetos e não criar um modelo de negócio sustentável que possibilitasse a minha contratação para serviços mensais. Até mesmo uma empresa que vende produtos, pode firmar contratos de pagamento mensal com seus clientes. Se você vende serviço, é mais fácil. O seu cliente paga um valor pelo “setup” do seu serviço e depois paga uma mensalidade pela manutenção dele. Já com produtos, o seu cliente adquire produtos da sua empresa e você deve ofertar a ele uma maneira de não se preocupar mais com aquela compra no mês seguinte, pois além de concedê-lo um desconto especial, você a entregará no dia determinado sem problemas.
É importante notar que a primeira compra do cliente na sua empresa deve ser a primeira de muitas. Na minha empresa anterior de criação de sites, eu não recebia nada em relação a hospedagem de sites dos meus clientes, por exemplo, assim como não fazia contratos de manutenção com a maioria dos meus clientes. Seus sites ficam hospedados em muitas dessas empresas de hospedagem que existem por aí e a minha empresa só era paga para fazer e ir embora. Não havia um comprometimento mútuo pelo resultado do projeto. Eu permiti que isso acontecesse principalmente para aqueles clientes que não podiam pagar um serviço de manutenção mensal, deixando que eles se afastassem de mim e não comprassem da minha empresa periodicamente. No modelo de negócio que criei para a minha nova empresa, até mesmo aquele que não quer pagar os serviços de hospedagem premium que envolve vários outros serviços agregados sem custo, continua meu cliente porque pratico basicamente o mesmo preço que as empresas concorrentes de hospedagem de sites praticam com o diferencial de eles não precisarem “abrir ticket de suporte” quando acontece um problema. Existe uma personalização no serviço que entrego atualmente e uma proximidade maior com meus clientes. Você percebeu onde eu quero chegar?
Estou chamando bastante atenção para este tópico para que você realmente não esqueça dele na hora de abrir a sua empresa. Mesmo você que tem uma loja que vende produtos, seja eles quais forem, pode oferecer para os seus clientes, um serviço diferenciado para entregá-los periodicamente os produtos que vende nas suas residências em contrapartida ao pagamento de uma mensalidade. Um loja de suplementos alimentares pode fazer isso. Uma loja de roupas pode fazer isso. Uma loja de informática pode fazer isso. E tantos outros tipos de empresas podem fazer isso. É só ter criatividade para montar seu plano.

Saia do seu emprego no momento certo

Defina em que momento você deve sair do seu emprego levando em consideração o investimento de tempo que você tem para atender seus clientes atuais, a receita mensal que recebe dos seus clientes fixos e a sua performance de vendas nos últimos meses. Verifique se o tempo que você investe nos seus clientes fixos é suficiente. Cheque se a sua receita mensal é maior que 50% do salário que recebe no seu emprego e avalie a sua performance de vendas, pois se em tempo parcial você consegue X clientes, estime quando poderia conseguir trabalhando fulltime para vender o negócio da sua própria empresa. Eu deixei o meu emprego quando senti que conseguiria muito mais receita trabalhando sozinho do que continuando empregado e decidi sair sem ter nenhuma receita recorrente comprometida. Apesar disso ter dado certo ou por sorte ou porque sou bom em vendas, recomendo que você utilize a estratégia menos arriscada que é aquela que se baseia na sua receita recorrente para decidir o momento certo para sair do emprego.
Por fim, atenda bem a sua base de clientes e progrida cliente após cliente em direção ao seu objetivo de receita mensal antes de contratar ou expandir o seu negócio. Eu cometi o erro no passado de deixar a empresa inflar com funcionários e despesas antes dela se estabilizar atendendo bem a uma base de clientes (ou fãs). Apesar de me arrepender dos erros, como sempre sugiro nos meus artigos, é importante mantê-los como lição para não repeti-los no futuro. Sendo assim, quando a sua empresa crescer a ponto de não ser possível atender bem os seus clientes somente por você e pelo seu sócio, procure pessoas experientes, um órgão como SEBRAE ou ajuda na internet em sites como esse, para pedir orientação a respeito das estratégias de crescimento da sua empresa. Esta segunda fase da empresa que vem após a abertura e estabilidade é ponto crucial para definir se a sua empresa irá seguir adiante ou falir. Portanto, preste ainda mais atenção neste ponto e não faça a bobagem de ser tão otimista ao ponto de acreditar somente no que pensa ou no que sente.
 
Fonte: Insistimento

5 erros comuns das empresas que não entregam

Ideias, ideias e ideias. As ideias não movem o mundo. O que move o mundo são as entregas. É mais fácil perfurar poços de petróleo do que entregar petróleo. É mais fácil criar um plano de negócios do que fazer o negócio gerar lucro. É mais fácil projetar as suas vendas do que executar o seu planejamento de vendas. Enfim, o calcanhar de Aquiles de toda empresa é a entrega e se não mantivermos o nosso foco nessa questão, não conseguiremos finalizar nada daquilo que começamos.
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É preciso um esforço extra para finalizar projetos

Trabalho como empreendedor há 20 anos tendo feito um monte de coisa em diversos modelos de negócio, mas nos últimos cinco anos me especializei em entregar projetos de tecnologia. Ainda engatinho na questão de gerir equipes e entregar projetos como supervisor. Já falhei duas ou três vezes, mas quando eu mesmo tenho que me gerenciar para entregar os projetos que assumo sozinho ou com mais uma pessoa sob minha supervisão, consigo níveis de satisfação absurdos. Isto porque eu consigo enxergar os riscos de planejamento e expectativa do cliente com uma precisão maior, criando alternativas melhores para a solução de um determinado problema, justamente por já ter cometido os mesmos erros que esses clientes hoje estão prestes a cometer. Digamos que eu sou o “cara” da finalização dos projetos, mas não por ter mais conhecimentos sobre o que precisa ser feito e sim por ter mais experiência sobre o que não deve ser feito.
Desta forma, procuro abaixo explorar alguns dos diversos erros que você talvez esteja cometendo para “entregar” o seu projeto bem feito com 100% de satisfação. Seja este seu projeto uma empresa, um site ou um software. Isto pouco importa. No final das contas, a entrega não é só o calcanhar de Aquiles das empresas, mas de todo ser humano.
Vamos a nossa lista de erros comuns:
  • Focar na aparência e não no resultado: é importante atingir o equilíbrio entre “arrumar a casa” e “atender clientes”, pois de nada adianta ter um projeto muito bem arrumado e organizado se ele não converte vendas. Para driblar este erro, sempre busco responder aos porquês de se estar fazendo determinada implementação no meu projeto. Se a implementação for ao mesmo tempo, gerar resultado financeiro e melhoria na aparência, então ótimo, mas se for só uma questão de manutenção do “ego” do projeto, faço questão de repensar.
  • Pensar grande e não executar pequeno: não existe empreendedor que não queira que a sua empresa se torne grande, mas antes de se tornar grande, é preciso executar as tarefas do dia-a-dia com prazer e primor, pois são os clientes de agora que farão a diferença no fluxo de caixa da sua empresa do futuro.
  • Querer fazer duas ou mais coisas ao mesmo tempo: sabe aquele dito popular que diz “ou se assobia ou chupa cana”? Pois é, tem muita gente querendo criar três negócios ao mesmo tempo pensando que isto é que trará abundância financeira para os fluxos de caixa das suas empresas. Quem faz isso provavelmente também marca um compromisso atrás do outro e vive trabalhando após o anoitecer para dar conta de tanta demanda. Chega uma hora que a coisa arrebenta e tudo vai aos ares. Focar em um objetivo ou projeto por vez é o ideal. Só depois do projeto concluído e rodando, é que se pode pensar em fazer outra coisa.
  • Esquecer do fluxo de caixa porque gosta do que faz: eu amo empreender, amo tecnologia e realmente sinto prazer fazendo as coisas que faço. Entretanto é preciso se lembrar que é necessário (muito necessário) manter a conta corrente no positivo. A solução para isso pode ser encontrada em um sócio ou dentro da própria família de maneira a lembrar o empreendedor de que é preciso fazer o que gosta, mas fazer o fluxo de caixa rodar.
  • Deixar de atender quem faz o caixa girar: quando um negócio começa a crescer, novas pessoas passam a procurar nossos produtos e serviços e por conta disso, podemos ser levados a esquecer daqueles clientes que nos deram tanto apoio no início das nossas empresas. É imprescindível que seja mantido um plano para manter esses clientes satisfeitos na base do seu negócio para que o seu volume de receita recorrente não caia.
Apesar disto tudo o que falei ainda não atingi a perfeição que desejo na execução dos meus negócios, mas a cada empresa ou projeto novo que crio, procuro me atentar para esta lista de erros de modo a não cometê-los mais. Se você tem algo a colaborar conosco em relação a outros erros que não citei na lista, fique à vontade para comentar. A sua participação é muito importante para aprimorarmos ainda mais o conhecimento dos micro-empreendedores a respeito da criação de negócios que gerem 100% de satisfação.
 
Fonte: Insistimento